Grandes mulheres brasileiras!

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O Brasil é internacionalmente reconhecido por seu carnaval, futebol, paisagens bonitas e exóticas e suas mulheres. Estas últimas, porém, são sempre destacadas principalmente no ambiente de praia e carnaval. Conheça três mulheres nos campos artístico e musical, e por fim, a figura mais importante politicamente em nosso país.


A começar pelo cinema, teatro e televisão, Fernanda Montenegro é a brasileira conhecida pela crítica e pelo público como uma das maiores atrizes de todos os campos em que atua. A atriz que completou 83 anos em outubro possui mais de sessenta anos de carreira, a qual teve início no teatro em 1950. Na televisão, foi a primeira contratada para a TV Tupi no Rio de Janeiro, um ano após sua estréia no teatro. Recebeu diversos prêmios durante sua trajetória profissional, sendo a única atriz brasileira a ser indicada para o prêmio do Oscar de melhor atriz pelo filme Central do Brasil, e apesar de não ganhar a estatueta de ouro, foi premiada em 1998 no Festival de Berlim com o Urso de Prata por sua atuação nesse filme. Nesse mesmo ano, foi reverenciada com a maior honra que um brasileiro pode receber do presidente da República, a Ordem Nacional do Mérito Grã-Cruz, em reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras.


A segunda grande mulher brasileira é Chiquinha Gonzaga, pianista, compositora e regente, maior personalidade feminina da história da música popular brasileira. A autora da primeira canção carnavalesca “Ô Abre Alas” de 1899, foi também a primeira pianista de choro, e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Comprometeu-se em grandes causas sociais de sua época, envolvendo-se na campanha republicana e atuando como uma das figuras mais importantes na campanha abolicionista no país. Em 1912, de volta ao Brasil após viver em Portugal por três anos, contribuiu com o teatro popular ao musicar seu maior sucesso teatral, Forrobodó. Um ano depois, ao ser convidada pelo então presidente da República para tocar na morada presidencial, foram feitas fortes críticas ao governo por promover músicas cujas origens estavam nas danças vulgares, segundo a concepção da elite social aristocrática. Em 1917, liderou a fundação da Sociedade Brasileira de Autores, pioneira na arrecadação e proteção de direitos autorais. Aos 85 anos, escreveu sua última partitura e faleceu quase dois anos depois. Nesse ano de 2012, estabeleceu-se a data de aniversário de Chiquinha Gonzaga, 17 de outubro, como o Dia Nacional da Música Popular Brasileira pela atual presidente.


A qual é a terceira figura feminina abordada aqui. Em outubro de 2010, Dilma Rousseff foi a primeira mulher eleita presidente do Brasil, a qual tomou posse no primeiro dia do ano seguinte. Após o Golpe Militar de 1964, envolveu-se com correntes socialistas e organizações que sustentavam o ideal de luta armada contra o imposto regime militar. Integrou o Comando de Integração Nacional (COLINA), o qual objetivava a instalação de um regime socialista no país, e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, a qual surgiu da junção da supracitada Colina com outra organização de cunho socialista. Foi presa por três anos e sofreu torturas por órgãos de controle a movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder. Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil. Em 2011, foi incluída na lista das 100 personalidades mais influentes do planeta pela revista Time, considerada a terceira mulher mais poderosa do planeta e a 22ª pessoa mais poderosa do mundo pela lista da Forbes. Em seu primeiro trimestre de governo, superou a popularidade de Lula, atingindo 48% de aprovação em seu governo.

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