Aprendizado Baseado em Projetos – Uma nova maneira de interagir com o conhecimento

Eu lembro dos meus tempos de escola como algo bastante mecânico e geralmente entediante. Eu admito com um pouco de vergonha que o que eu aprendi nas aulas de química e física já foi esquecido há muito tempo, e eu não seria capaz de resolver uma equação nem que minha vida dependesse dela. Mas com a evolução do ensino e melhores fontes para garantir o acesso à informação a estudantes, eu me deparei com uma nova maneira de encarar o que se aprende.

No final dos anos 90, o Instituto BIE desenvolveu o conceito de Aprendizado Baseado em Projetos – geralmente referido como PBL (Project Based Learning) – e começou a transmiti-lo a organizações e instutições de ensino.

É assim que funciona – Ao invés de dizer aos estudantes ou novos membros de uma organização para estudar um tema específico, submetê-los a um teste escrito, avaliar a sua performance e então designá-los a usar o mesmo conhecimento (o que geralmente gera um abismo entre o que você aprendeu e o que você precisa de fato para performar na prática), os novos aprendizes são postos em um período de teste quando a eles é apresentado um estudo de caso para o qual eles devem desenvolver uma solução utilizando as ferramentas que eles recebem e deixando o processo de brainstorming e execução entre eles. O resultado de uma iniciativa PBL é, então, mais adequado para ser aplicado na vida real, e o conhecimento adquirido é mais difícil de esquecer a largo prazo.
PBL
Um ótimo uso de iniciativas de PBL é o que eu testemunhei nos meus quatro anos de dedicação à AIESEC. Essencialmente conhecida como uma organização que desenvolve o potencial de liderança em jovens através da criação e gestão de oportunidades de estágio internacional, a primeira fase de seu fluxo de aprendizado – conhecida como Engagement with AIESEC – é a fase onde os líderes usam técnicas de PBL para conectar os novos membros aos ideais e procedimentos para planejar e alcançar metas.

Por exemplo, AIESEC Malta (uma linda ilha no coração do Mar Mediterrâneo) tem um período de duas a três semanas logo após o seminário para novos membros que eles chamam de Induction, e neste tempo os novos membros (sob a supervisão de um membro com experiência) recebem o desafio de solucionar um problema real pelo qual o comitê local está passando. O problema é explicado a eles e então eles têm a missão de criar ideias inovadoras para resolvê-lo. Ao final do período de Induction, os novos membros apresentam o projeto que eles criaram para uma plateia e, se alinhado à realidade, o projeto é aprovado e eles têm a real oportunidade de colocá-lo em prática.

Muitas outras entidades também estão aderindo ao método PBL, e ele já se provou ser uma maneira muito eficiente e dinâmica de aprender e reter informação. Extremamente útil para professores, alunos ou grupos de trabalho, as técnicas PBL definitivamente devem ser levadas em conta na atualidade!

E você? Já ouviu falar disso antes? Por favor compartilhe sua opinião nos comentários!

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