Confira 7 mitos sobre estudar fora

Por: Andrea Tissenbaum, do Blog da Tissen

Estudar fora é uma experiência carregada de mitos que podem atrapalhar as suas decisões.
Você já parou para pensar nisso?

As fantasias são as mais diversas quando se trata de estudar fora. Sempre se imagina que lá, seja lá onde for, é melhor. Mitos que carregamos. Mitos que nos são transmitidos por amigos, parentes, propaganda. Já parou para pensar a respeito? Decida por você mesmo no que acredita.

Mito 1. No exterior tudo é melhor, tudo funciona.
Será? Em outros países a organização do cotidiano é diferente. Na maioria das vezes as coisas funcionam. A estabilidade nos encanta, mas o mundo anda muito turbulento. E, apesar da funcionalidade e da praticidade do dia-a-dia, esteja certo de só poder contar com uma pessoa para fazer tudo: você. A sua comida, sua roupa, a arrumação e limpeza da sua casa são apenas algumas das atividades cotidianas que serão de sua responsabilidade.

Mito 2. Estudar fora é melhor que estudar no Brasil.
Um diploma internacional tem o seu valor, isso é inegável. Especialmente porque está aliado à vivência no exterior que é uma experiência muito rica. Mas é importante lembrar que quem faz o curso é o aluno, a escola oferece conteúdo e infraestrutura de qualidade. Se você é dedicado e sério, pode fazer um bom curso superior e uma carreira excepcional aqui mesmo no Brasil.

Mito 3. Os cursos internacionais são mais exigentes
Não necessariamente. Isso vai depender de onde você vai estudar. As escolas ranqueadas entre as top 25 são um caso a parte. A grande diferença lá fora reside na dedicação integral e exclusiva do aluno ao curso. Especialmente na pós-graduação onde se passa 100% do tempo estudando, escrevendo e desenvolvendo projetos acadêmicos.

Mito 4. Passar um tempo fora do Brasil vai resolver meus problemas.
Não necessariamente. Viajar vai arejar a sua cabeça, mas não vai te afastar dos problemas que sempre te acompanham na bagagem. E, dependendo do problema que você está vivendo, a distância pode aumentar as aflições.

Mito 5. Com essa crise, agora é que eu não vou conseguir estudar fora nunca.
E porque não? Há uma quantidade generosa de oportunidades a serem exploradas fora do Brasil. Algumas com um custo menor do que se você ficasse aqui. Mas tem que ter vontade, tenacidade, organização pessoal e um desejo de empreender para você. Procurar incansavelmente o que está buscando, até encontrar.

Mito 6. Bolsa de estudos? Nunca vou conseguir!
Quem corre atrás consegue. Este é o relato de várias pessoas que hoje estão estudando no exterior com bolsas integrais, e o meu também. Mas não cai do céu. Tem que correr atrás, explorar todas as oportunidades, entender os editais a fundo e cumprir com as exigências que são feitas.

Mito 7. Eu nunca vou me adaptar à vida lá fora.
Se você entender que cada país tem sua própria cultura e regras que, em geral, são muito diferentes de tudo com o que estamos acostumados, não terá nenhum problema. É uma questão de ajuste e de abertura para o novo. Pode até ser mais divertido do que você imagina.

E para quem ainda acha que a experiência internacional não vai dar certo, segue a dica: os brasileiros que estudam fora são muito bem sucedidos, excelentes alunos e de um modo geral bastante bem-vindos. Afinal, a gente vem de uma cultura calorosa e amigável, com um forte sentido de sobrevivência à adversidade e bastante jogo de cintura!

(Foto: Tulane Public Relations, via Wikimedia Commons)

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Andrea Tissenbaum é carioca e mora em São Paulo há 14 anos e atua como psicoterapeuta em clínica privada. Viveu seis anos nos EUA e viajou o mundo para conhecer universidades e estabelecer convênios e intercâmbios. É especialista em educação internacional e orienta jovens e adultos que desejam estudar fora do Brasil.

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