Dia 06 é dia de Folia

Dia seis de janeiro tradicionalmente é o dia em que se desfaz a decoração natalina – da coroa de Advento na porta de entrada da casa ao pinheiro de Natal. Em muitos lugares do Brasil, no entanto, o sexto dia do mês de janeiro é um dia quase mais especial do que o próprio Natal: é o final da chamada Folia (ou também terno) de Reis, um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações católicas do Natal, trazido para o Brasil com os primeiros colonizadores e que ainda se mantém vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país.

Tal como os Reis magos visitaram Jesus Cristo, grupos festivos passam de casa em casa cantando ao som de sanfona, cavaquinho, pandeiro, reco-reco, dentre outros instrumentos populares, exaltando o Deus Menino e, indo de porta em porta em busca de oferendas que podem variar de um prato de comida a uma xícara de café. É a chamada “banda de folia de reis”, ou “música de folia de reis”. Além das canções, podem ser representadas também pequenas peças teatrais. Os participantes do grupo se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais.

As melodias são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, momento em que acontecem festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo, ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa, normalmente para finalidades filantrópicas.

Ainda que tenham variado ao longo do tempo, inserindo elementos de diversas culturas ao seu repertório, um componente permanece imutável na Folia: a canção de chegada, em que o líder (ou Capitão) pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, na qual a Folia agradece as doações e a acolhida, e se põe a caminho da próxima casa.

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