E a vaca foi para o brejo!

Coitada da vaquinha! E do boi também! Duas expressões populares no Brasil com conotação negativa usam os bichinhos como mote: A vaca foi para o brejo e Conversa para boi dormir.

Dizer que a vaca foi para o brejo é o mesmo que dizer “Já era!”. Se uma vaca resolve dar um passeio e acaba num brejo, é problema na certa, pois quando ela entra num brejo dificilmente consegue sair sozinha. A pobre vaquinha fica empacada no terreno pantanoso e, se não for encontrada, acaba morrendo de fome ou sede. Só mesmo um trator e muita paciência podem ajudar a tirar o animal do atoleiro. Perder uma vaca significa perder futuros bezerros, leite e seus derivados, o que não é nada bom para o criador. Nem para o bicho, claro.

Conversa mole, papo furado ou conversa para boi dormir têm os mesmos significados: enganação, desculpa esfarrapada ou assunto chato. Companhia para o homem do campo numa época em que não existiam televisão e internet, o boi era (e ainda é para alguns) quase como um amigo, como uma pessoa. Se o seu amigo dorme enquanto você conversa com ele é sinal que a conversa não está interessante. Neste caso, o mesmo vale para o boi.

Outro bicho que aparece em momentos difíceis é a porca. Se for a hora de tomar decisões importantes, principalmente em uma situação complicada, pode-se dizer: “Agora é que a porca torce o rabo”. A expressão parece não ter uma origem definida, mas provavelmente foi inspirada no modo de apartar porcos no chiqueiro. A forma mais prática de dominar o animal era segurando-o pela cauda. Nada feliz, a porca mordia quem tentava dominá-la, torcia e enrolava o rabo. Era um momento decisivo: ou o bicho era dominado ou não, sem meio termo.

Para ver outras expressões populares utilizadas no Brasil que têm animais como mote, leia o seguinte texto: Você já penteou macacos hoje?

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