Explorando o mundo: como aproveitar ao máximo uma viagem.

Semana passada três amigos e eu embarcamos em uma viagem rumo à Praga, capital da República Tcheca. Essa foi a primeira viagem “planejada” que realizamos até agora. Por “planejado” entende-se que a decisão de viajar foi tomada no dia 01 de outubro e que a viagem ocorreria no dia 28 de outubro. Teríamos assim um mês para comprar passagens por bons preços, estudar a cidade e decidir que lugares visitar.

Tudo saiu como os conformes, a não ser pelo fato de que não planejamos que lugares visitar. Os nossos maiores esforços em pesquisar sobre Praga ocorram no dia 27/10 quando decidimos que ler pelo menos um artigo sobre a cidade era necessário. Agora que estou de volta, que já visitei a cidade e posso indicar que lugares você deve visitar em Praga, tenho certeza de que não ter pesquisado muito sobre a cidade foi, e é, a melhor opção.

Chegamos a Praga sem um mapa, sem saber dizer “oi” em Tcheco, sem saber se deveríamos virar para direita ou para a esquerda. Posto assim parece o cenário do caos, mas não é. Prefiro encarar como a melhor oportunidade para se desafiar e deixar-se surpreender pela cidade. Depois de três dias já dominávamos o mapa, já reconhecíamos caminhos percorridos e sentíamos quando estávamos andando na direção certa ou errada.

Saber a história e a importância dos locais visitados é sem dúvida, precioso. Para tanto basta você ter um guia, algum material explicativo e um breve roteiro de onde ir. Porém, nada de roteiros rígidos! Não ter um roteiro fixo de viagem lhe permite aproveitar momentos e oportunidades que surgem a todo o momento. Quando se está em uma cidade como Praga, você pode ser surpreendido ao virar de cada esquina. Aproveite a vista e deixe-se levar pela emoção de ser surpreendido.

Visitamos diversos locais em Praga, mas talvez os dois melhores momentos, aqueles que deixarão as lembranças mais fortes, são os mais simples e inesperados. O primeiro foi quando visitamos a Charles Bridge à noite. Ao contrário da luz do dia, à noite a ponte não está lotada de turistas e uma neblina gelada a envolve (pelo menos durante o outono). É possível caminhar calmamente e apreciar a luz difusa que revela aos poucos as diversas estátuas e monumentos. Certamente uma paisagem que poucos turistas apreciam.

O segundo, e melhor momento para mim, foi quando encontramos uma pequena confeitaria. Não estávamos na área central da cidade, os doces na vitrine tinham uma aparência gostosa e diferente e os preços eram ridiculamente baixos. Resolvemos arriscar. Quando entramos e começamos a perguntar o que continham as tortas e doces, a surpresa: nenhuma palavra em inglês dos atendentes. Caso você ande pela área central-turística da cidade, todos irão falar inglês. Porém, já não estávamos mais no centro. A saída foi se comunicar por gestos, apontando para os itens da prateleira ou do menu, e esperar que o que havíamos pedido fosse bom, uma vez que os pedidos foram realizados “às escuras”.

Essa foi uma das melhores experiências, pois tenho certeza que provei algo realmente da cultura tcheca; porque fomos submersos a uma língua incompreensível e tivemos que encontrar outras formas de se comunicar; e porque foi inesperado.

[English]

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