Gastando dinheiro em felicidade: um guia rápido

Você acha que seu salário é pouco em relação aos seus gastos? Alguma vez você recebeu um aumento? Você gasta mensalmente mais ou menos do que você recebe? Você já pensou alguma vez em uma quantia que seria suficiente para você viver feliz para sempre?

Quando o assunto é dinheiro nós somos os seres vivos mais ganaciosos do universo. E é por isso que eu trouxe algumas ideias para, depois de como sempre buscar ser um pessoa melhor, também ser feliz com o que você tem e com o que você pode alcançar de forma realista.
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“Eu tenho os gostos mais simples. Sempre estou satisfeito com o melhor” – Muitos cientistas, psicólogos e filósofos têm buscado e pensado a respeito da relação social e emocional que os humanos criaram com o dinheiro ao longo dos anos, mas você não precisa ser um gênio para concluir o que Oscar Wilde já tinha escrito no começo do século vinte: que nós sempre estamos nos adaptando de acordo com ao nosso nível – ou seja, que quanto mais temos, mais gastamos. Eu já vi inúmeros casos de amigos que, depois de receber um aumento ou mudar de emprego para um melhor salário, terminam tendo mais gastos e, consequentemente, mais dívidas.

O ato de subir de nível financeiro pode ser bastante emocionante, mas também é muito perigoso: com mais dinheiro vem a sensação de que você tem mais liberdade para gastar em coisas que você tem sonhado por um tempo, mas não tinha condições de ter antes, e o sentimento de euforia que uma grande quantidade de dinheiro algumas vezes esconde o fato que algumas coisas estão fora do nosso alcance a longo prazo. Um bom exemplo disso são os gastos que temos que arcar com a compra de um carro novo – quando você finalmente planejou ou economizou o suficiente para comprar um, não esqueça que você tem que acrescentar gastos em manutenção e combustível no seu orçamento mensal também, e estes gastos permanecerão mesmo depois de você terminar de pagar o carro, e eles só ficarão maiores com o tempo

Mas então, como nós podemos usar o dinheiro em nossa vantagem, ao invés de deixá-lo nos levar à loucura? – Depois de viajar por alguns anos e aprender a viver com o essencial, eu posso sugerir que a melhor maneira de gastar dinheiro é em experiências agradáveis ao ivés de bens materiais: isso porque algumas dessas experiências te dão um senso de realização espiritual de duração maior do que simplesmente estar cercado por coisas que te deixarão satisfeito por um período curto e só pelo fato de possui-las.

Um bom exemplo disso são as roupas, e mais uma vez eu posso explicar através de uma caso pessoal: quando eu era mais jovem eu costumava comprar muitas roupas, e toda noite fora pedia um novo traje, o que significava um grande gasto; mas hoje em dia eu só compro 1) o que eu preciso extremamente e 2) não mais do que eu possa carregar na minha mala. Minhas roupas agora duram muito mais do que antes e eu me sinto muito mais emocionalmente contectado a elas, no sentido de dar mais valor e me sentir mais satisfeito com as que eu tenho, ao invés de sentir uma constante necessidade de comprar novas. O sentimento de prazer que eu tenho com roupas que eu tenho usado por cinco ou seis anos é bem maior comparado às ocasiões esporádicas com roupas que eu nunca usei de novo.

A ideia principal aqui é que nenhuma cafeteira super sofisticada parada no seu apartamento te dá mais prazer que uma tarde com seus amigos mais queridos em uma cafeteria. Tente priorizar os bens e experiências que te darão prazer por tê-las (ao invés de comprar coisas por pura vaidade) porque, como diz a minha mãe, caixões não são feitos com gavetas.

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