Horário de verão: tempo de ser feliz

Enquanto os europeus começam a tirar seus grossos casacos do armário e iniciam os preparativos para festejar a chegada da neve, os brasileiros começam a se acostumar, aos poucos, com as temperaturas mais altas do ano e os dias mais longos também. Desde o dia 17 de outubro, a maior parte do país adotou o horário de verão. Na noite do último sábado, as famílias brasileiras adiantaram seus relógios em uma hora.

O horário de verão vai até o dia 20 de fevereiro e, durante esse período, Lula e seus ministros esperam reduzir o consumo de energia elétrica em 5% – algo em torno de 320 megawatts por hora, o suficiente para iluminar uma cidade com mais de 4 milhões de habitantes. O principal objetivo do horário de verão é reduzir o consumo de energia elétrica, fazendo com que as pessoas aproveitem mais a luz do dia. Isso é eficiente, sobretudo, para o período das 19h às 21h, momento em que a maioria das pessoas chega em casa, toma banho, liga o ar condicionado, por exemplo, ao mesmo tempo em que a iluminação pública é acionada. Como os relógios são adiantados em uma hora, o pico de consumo acaba sendo diluído.

Ao contrário do que ocorreu em 2006, neste ano o início do horário de verão não será adiado em decorrência do segundo turno das eleições, no próximo dia 31 de outubro. Isso porque, de acordo com as autoridades, as urnas eletrônicas agora estão programadas para fazer automaticamente a alteração no horário.

Apesar do entusiasmo geral pela chegada do horário de verão, ele não é unanimidade. Há quem se queixe por não conseguir dormir direito, muitos menos acordar cedo no dia seguinte, sem se sentir cansado durante a jornada. De acordo com o neurologistas, no entanto, não há nenhuma prova da relação entre o horário de verão e problemas de sono. Melhor para aqueles que aproveitam a luz do sol após um longo dia de trabalho e assim tornam seus dias de verão ainda mais agradável.

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