Música brasileira – Diversidade de sons (parte 2)

Os gêneros musicais brasileiros surgem da fusão de elementos melódicos e rítmicos europeus, africanos e indígenas.

Por isso, o Brasil oferece uma diversidade musical tão abrangente, que se renova e se reconstrói continuamente, dando espaço para o surgimento de bandas e músicos que valorizam suas raízes históricas e criam músicas que transportam essa diversidade de influências musicais.

Das bandas e personalidades musicais (algumas já foram mencionadas no post anterior: Música brasileira – Diversidade de sons (parte 1)) que se destacam quanto a originalidade, algumas delas expressam este novo som brasileiro muito bem:

Cordel do Fogo Encantado:
Revelação da música brasileira, o grupo musical Cordel do Fogo Encantado surgiu no ano de 1997 na cidade de Arcoverde, no interior de Pernambuco. O grupo conquistou o Brasil com apresentações antológicas, que misturavam instrumentos percussivos regionais, como o som dos tambores de culto-africano, e a apresentação marcante do vocalista Lirinha, que de forma performática, interpretava suas canções com a influência da literatura de cordel nordestina: cantava histórias em forma de poesia. A banda infelizmente chegou ao fim, no ano de 2010, mas vale a pena escutar trabalhos tão marcantes como o seu primeiro cd, Cordel do Fogo Encantado, ou ainda o ótimo Palhaço do circo sem futuro.

Céu:
A cantora Céu já é reconhecida internacionalmente: ganhou um Grammy em 2007 e vendeu 100 mil cópias nos EUA. Seu trabalho traz influências da MPB, hip hop, jazz, R&B, pop e faz uma mistura entre a música brasileira, jamaicana e americana. O seu último cd, Vagarosa, a colocou entre os principais nomes femininos da música brasileira e já recebe aclamação da crítica internacional. Com sua voz suave e seu ritmo cool, Céu conquista seu espaço com interpretações modernizadas e melódicas que vão do jazz ao reggae.

Nação Zumbi:
A Nação Zumbi nasceu do movimento Manguebeat e continuou após a morte do seu antigo vocalista e fundador do movimento, Chico Science. A banda continua sendo um dos destaques do cenário independente da música brasileira e, apesar de utilizarem elementos regionais e marcantes em suas composições, como o som pulsante das alfaias, os últimos discos da banda contaram com a participação de profissionais de fora do país criando um som inovador: um samba misturado com maracatu com influências eletrônicas e por que não, psicodélicas.

Agora que você conhece algumas, de tantas outras grandes bandas brasileiras, está na hora de sentar, escutar e relaxar 🙂

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