Música brasileira – Diversidade de sons (parte 1)

O povo brasileiro é conhecido por sua musicalidade: Estamos sempre atrás de uma batucada, seja em um simples bater dos dedos em uma caixa de fósforos, dando base a um samba arrastado, a sons mais complexos de um violão, como os interpretados pelo violonista Yamandú Costa.

De todos os sons que ecoam pelas cidades brasileiras, os de Recife, considerado uns dos centros musicais do Brasil, fogem do convencional. Diferente de sons já populares como samba, MPB e bossa nova, o estado pernambucano é famoso por produzir um mix sonoro com diferentes influências: ritmos que misturam muitos dos nossos elementos folclóricos como o caboclinho, maracatu e o Coco, além de sons internacionais como rock, indie, hip hop e tantos outros.

Movimento Manguebeat
Não dá para falar da influência de Recife na cena musical brasileira sem mencionar o movimento Manguebeat (também conhecido como Manguebit ou Mangue beat). Iniciado nos anos 90, idealizado pelos músicos Chico Science e Fred Zero Quatro, o movimento artístico, e, sobretudo, musical, iniciou uma era de grande valorização cultural no Estado e seus ideais se espalharam pelo Brasil. Consagrado pelo caráter regionalista e contracultural do músico e idealista do movimento, o já falecido Chico Science, as músicas traziam uma mistura do rock, música eletrônica, hip hop e maracatu e criticavam o caos urbano e as injustiças sociais no Recife.
Com um som pungente e marcante, Chico Science, acompanhado pela Nação Zumbi, trouxe uma marca forte para o Nordeste e, em grande maneira, impulsionou Recife a ser referência musical Brasileira, influenciando o surgimento de bandas no Estado até hoje.

Eddie
Do movimento, surgiram bandas como Mestre Ambrósio, Mundo Livre S/A e Eddie, sendo a última de grande destaque na música atual do Estado. A Eddie, formada no final dos anos 80 e uma das fundadoras do Manguebit, traz uma experiência sonora plural, porém despretensiosa, com uma musicalidade dançante e envolvente. A banda evoca a cidade de Olinda em suas canções e mistura ritmos característicos do nosso carnaval como o frevo, samba além de utilizar o Reggae e Dub.

Mombojó
Da nova geração, a banda Mombojó surgiu em 2001, e lançou seu primeiro Cd Nadadenovo em 2004. Seu estilo é uma mistura de reggae, MPB, samba, jazz e indie rock, embalada pelo sotaque nordestino do vocalista Felipe S. Este pop experimental, se é que existe uma maneira correta de definir o som do grupo, diferente de outras bandas, não procura apenas exaltar a terra ou tocar em pontos sociais: É um som descomplicado e independente.

A cultura pernambucana se destaca na cena musical, mas ainda há muito para se falar sobre os diversos ritmos brasileiros e bandas que evocam elementos musicais tão atraentes.

E quanto aos ritmos brasileiros que mais lhe agradam? Que bandas vocês indicariam?

Leia a segunda parte desse artigo.

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