O porquê a independência brasileira (não) é celebrada

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Nos Estados Unidos, o quatro de julho é um festival de azul, vermelho e branco. Um dia cheio de fogos de artifício e celebrações. O nacionalismo exagerado dos americanos está longe de ser invejável, mas o país não é exceção. Várias nações ao redor do globo celebram o dia em que seus países foram libertados.

Mas no Brasil o sete de setembro, o dia em que nos tornamos independentes de Portugal, é visto pela população como qualquer outro feriado: um dia de folga do trabalho. Alguns assistem às paradas militares na televisão, mas a maioria está ocupada tomando caipirinhas à beira-mar. Pode soar muito cruel, mas minha intenção não é de criticar esse comportamento. Há uma razão para que o brasileiro não se identifique com essa data. Para o país, o dia da independência não significou nada.

Vê como eu usei o negrito na frase acima? É para enfatizar o quanto eu acredito nessa afirmação. O motivo:

  • A declaração “Independência ou morte!”, foi dada pelo nosso então príncipe, D. Pedro I. Sim, um membro da realeza portuguesa declarou a independência do país.
  • D. Pedro I era o líder do país antes da independência e continuou a ser depois dela.
  • Aspecto social: após se tornar independente, a ordem social do país permaneceu a mesma. Os aristocratas rurais mantiveram seus privilégios.
  • Direitos civis: Os latifúndios foram e continuaram a ser sustentados pelo trabalho de escravos de origem ou ascendência africana. A escravidão continuou a ser uma realidade no Brasil pelos próximos 60 anos depois de sua “independência”.

Não é de se admirar que o sete de setembro não é grande coisa para os brasileiros. Porque em verdade a data nunca foi representativa para a esmagadora maioria da sociedade de seu tempo. Então nós aproveitamos o que podemos, um dia para descansar e festejar. Mas esse ano a data cai em um domingo. Valeu D. Pedro I.

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